pessimismo

Insegurança, crise e juros altos travam novos investimentos

16 Maio 2019 13:23:00

Embora a demanda por crédito tenha crescido nos últimos 12 meses, cenário ainda é incerteza e precaução

Foto: Murici Balbinot
"A combinação de burocracia e juros altos são um obstáculo à contratação de crédito e consequentemente para o investimento", diz dirigente

Uma pesquisa nacional apontou que apenas 15% dos micro e pequenos empresários brasileiros consideram a possibilidade de contratar algum tipo de crédito nos próximos 90 dias. O motivo, para 41% deles, é de que conseguem manter a empresa com recursos próprios. Os dados mostram que o indicador por demanda de crédito somou 25,8 pontos em abril, em uma escala que vai de zero a 100.

Apesar de muitos deles não verem necessidade de empréstimo de recursos, outros motivos induzem o empresariado a evitar a contratação. Entre eles o medo da inadimplência, dos juros altos e da incerteza com a economia. As informações são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Segundo o estudo, 34% dos micro e pequenos empresários considera difícil contratar crédito. O excesso de burocracia e de garantias exigidas pelas instituições financeiras desponta como o principal entrave, citado por 66% dos empresários consultados, acompanhado da percepção de juros elevados (49%).

"Parte relevante dos pequenos empresários não buscam crédito por não verem necessidade, mas há espaço para que a demanda cresça nesse segmento porque muitos também apontam fatores como insegurança, crise e juros altos como impeditivo", disse o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. 

"A combinação de burocracia e juros altos são um obstáculo à contratação de crédito e consequentemente para o investimento, o que acaba por impactar o crescimento do país. O crédito é um dos grandes motores da economia, pois gera consumo, emprego e renda", completa.

O levantamento também mostra que a demanda por investimento das micro e pequenas empresas melhorou no último mês, embora siga em um patamar moderado. Na escala do indicador, que também varia de zero a 100, o índice passou de 40,6 pontos para 46,7 pontos em 12 meses. 

Em termos percentuais, o cenário é de divisão: 37% dos micro e pequenos empresários manifestaram a intenção de realizar investimentos pelos próximos 90 dias, enquanto 39% não possuem essa intenção. Outros 24% estão indecisos.

Para quem vai investir, o capital próprio aparece como o principal recurso, o que justifica os números de baixo apetite ao crédito. A maioria desses empresários usará algum dinheiro que já possuem, principalmente por meio de poupança e aplicações financeiras (44%). 

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