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Inflação em março foi de 0,09%, segundo IBGE

11 Abril 2018 11:26:00

Acumulado no ano é de 0,7%. Transportes e comunicação tiveram deflação; alimentos e bebidas, gastos com saúde e energia elétrica puxaram leve alta

Foto: Murici Balbinot
Após queda de 0,33% em fevereiro, quesito alimentos e bebidas fechou março em 0,07%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março variou 0,09%, bem abaixo do resultado de fevereiro (0,32%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado no ano foi de 0,70%. Tanto a variação mensal quanto o acumulado no ano representaram o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real. Em março de 2017, o IPCA havia atingido 0,25%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes (-0,25%) e Comunicação (-0,33%) apresentaram deflação em março. Já os demais grupos vieram com alta variando de 0,05% a 0,48%, conforme pode ser observado na tabela abaixo.

No grupo dos Transportes, a deflação de 0,25% foi motivada pela queda nas passagens aéreas (-15,42%), que exerceram o impacto negativo mais intenso no índice do mês, -0,07 ponto percentual (p.p.). Os combustíveis também apresentaram queda (-0,04%), com destaque para a gasolina (-0,19%). Por outro lado, alta de 0,74% no item ônibus urbano em razão de reajustes.

A queda de 0,33% no grupo Comunicação foi motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

No lado das altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no mês (0,48%), além da maior contribuição (0,06 p.p.). Nesse grupo, o destaque foi o item plano de saúde (1,06%), responsável pelo segundo maior impacto individual no mês (0,04 p.p.).

Já o maior impacto individual veio das frutas (5,32% e 0,05 p.p.), do grupo Alimentação e bebidas que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta (0,07%) em março. Apesar da aceleração no preço das frutas, o grupamento dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram carnes (-1,18%), tomate (-5,31%) e frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora acelerou de fevereiro (0,18%) para março (0,52%). 

No grupo Habitação, a alta de 0,19% foi impulsionada pela energia elétrica (0,67%) devido à apropriação dos reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias do Rio de Janeiro, em vigor desde 15 de março. As demais áreas apresentaram variação entre -4,69% na região metropolitana de Vitória e 2,60% na de Belo Horizonte em razão dos aumentos e reduções nas alíquotas do PIS/COFINS. A bandeira tarifária verde está em vigor desde janeiro.

GrupoFevereiroMarço
Alimentação e bebidas-0,33%0,07%
Habitação0,22%0,19%
Artigos de residência0,03%0,08%
Vestuário-0,38%0,33%
Transportes0,74%-0,25%
Saúde e cuidados pessoais0,38%0,48%
Comunicação0,05%-0,33%
Educação3,89%0,28%
Índice Geral0,32%0,09%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,07% em março e ficou 0,11 p.p. abaixo da taxa de 0,18% de fevereiro. No ano, o acumulado foi de 0,48%. Tanto a variação mensal quanto a acumulada no ano foram as mais baixas para um mês de março desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos doze meses (1,56%) ficou abaixo dos 1,81% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2017, o INPC havia sido 0,32%.

INPC varia 0,07% em março

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,17% em março enquanto no mês anterior a queda havia sido de 0,36%. O grupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,17% enquanto, em fevereiro havia registrado 0,41%.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,32%), onde se destacaram os itens energia elétrica (6,32%) e ônibus urbano (1,12%). Este reflete o reajuste de 5,88% no valor das passagens em vigor desde 5 de fevereiro e, aquele, a apropriação dos reajustes de 9,09% e 21,46% havido nas tarifas das concessionárias, a partir de 15 de março. O menor índice foi o de Campo Grande (-0,60%), reflexo das quedas de 4,52% na energia elétrica, 1,89% nas carnes e 1,50% na gasolina. A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada.






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