mercado

Indústrias investem em eficiência energética para reduzir custos

Economia de energia tem sido fator importante para melhorar a competitividade

Foto: Divulgação
No Oeste, fábrica de erva-mate usa painéis solares para produzir energia

Indústrias catarinenses querem investir na geração de energia própria para elevar a eficiência energética de suas fábricas e reduzir custos. Nos últimos dois anos, vários investimentos foram realizados para otimizar motores, iluminação, sistemas de ar comprimido, entre outros. Os dados foram divulgados pela Fiesc nesta quinta-feira (27).

Participaram da pesquisa 147 empresas de todas as regiões do estado e de vários segmentos. Dentre as indústrias que não possuem geração própria de energia (78%), grande parte pretende investir em energia fotovoltaica (77,3%), um tipo de energia limpa. "Existe um potencial de investimento para fornecedores de insumos para geração de energia dentro das indústrias. Algumas, inclusive, têm interesse em sistemas de cogeração", comentou o presidente da Câmara de Energia da entidade, Otmar Muller.

O levantamento mostra que, em alguns casos, a participação do insumo energia no custo final do produto pode chegar a 50%. "É necessário investir em programas e projetos de gestão do uso energético, conhecer linhas de crédito e capacitar equipes internas, focadas no planejamento, execução, monitoramento e validação de metas para o uso eficiente de energia", destacou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

As empresas que responderam utilizar o mercado cativo (contratação compulsória de energia via distribuidora) revelaram o interesse de migrar para o mercado livre de energia, que consiste na livre escolha de fornecedores e de negociação das condições do contrato.

Ainda de acordo com a pesquisa, as indústrias apontam que fatores como financiamento, alteração de processos e falta de profissionais qualificados dificultam a implantação de mais ações focadas na eficiência energética. "Os institutos de tecnologia e inovação do Senai podem oferecer soluções em eficiência energética, com o objetivo de reduzir custos e consequentemente aumentar a competitividade do setor industrial", lembra Aguiar.

Nas indústrias pesquisadas, o processo produtivo inclui o uso de insumos energéticos como óleo diesel, gás natural, GLP, resíduos de biomassa, lenha, óleo combustível, carvão mineral, licor negro e carvão vegetal. As principais finalidades são iluminação, força motriz, ar comprimido e aquecimento e refrigeração. 





logo_rodape.png

Rua Adolfo Melo, 38 - Sala 902 - Centro | Florianópolis-SC | CEP: 88015-090 |
(48) 3298-7979 | jornalismo@adjorisc.com.br