no vermelho

Inadimplência das empresas no país sobe 5,91% em janeiro

25 Fevereiro 2019 15:00:00

Empresas do setor de serviços registraram o maior aumento, com alta de 9,15%

Foto: Murici Balbinot
Setor de serviços, que abrange transportes, representa mais de 40% do total de empresas endividadas

Mesmo com a melhora do cenário econômico, a inadimplência entre empresas ainda cresce. Em janeiro, o número de empresas com contas em atraso cresceu 5,91% na comparação com o mesmo período de 2018. Na comparação com o mês anterior, dezembro de 2018, a alta foi de 7,44%. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com a pesquisa, em relação a janeiro de 2018, a região Sudeste registrou aumento de 9,42% no número de empresas negativadas. No Sul, o avanço foi de 3,93%, enquanto no Centro-Oeste a variação chegou a 3,14% e no Nordeste, 2,13%. Já a região Norte teve a menor variação, com 0,90%.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o menor crescimento da inadimplência entre as empresas começa a refletir os sinais de melhora no resultado das empresas. "Embora a retomada da economia aconteça de forma gradual, já se observa um pequeno avanço nos dados de faturamento de diferentes setores. E a expectativa é de que o quadro de inadimplência no âmbito corporativo recue a com a recuperação da atividade econômica", explica.

O aumento da inadimplência foi maior entre as empresas que atuam no ramo de serviços, com alta foi de 9,15% em janeiro de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os atrasos entre empresas do comércio cresceram 3,73%, ao passo que na indústria, o crescimento foi de 2,73%. No total, 45,6% de todas as empresas que estão negativadas pertencem ao setor de comércio e 40,1% ao de serviços.

Entre os segmentos credores, ou seja, as empresas que deixaram de receber de outras empresas, o destaque também ficou por conta do setor de serviços, que envolve bancos e financeiras, representando 69,4% do total de dívidas. Já o comércio detém 17,2% das dívidas de empresas e 12,5% correspondem à indústria.




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