contas em atraso

Inadimplência atinge 14,2% das famílias catarinenses

Pesquisa mostra que índice caiu 4,7 pontos percentuais em um ano

Foto: Murici Balbinot
Quase 75% das dívidas estão ligadas ao cartão de crédito e 45% aos carnês

O percentual de famílias catarinenses com contas em atraso foi de 14,2% em junho. O valor representa uma queda de 4,7 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o índice marcou 18,9%. Setores da economia acreditam que a injeção de novos recursos pode trazer números ainda melhores. 

O estudo mostra que, no total, 52% das famílias possuem dívidas ativas e 27,8% da renda é comprometida para o seu pagamento. Segundo a Fecomércio/SC, entidade que apurou os dados, o valor está estável, mas gera preocupação. Um dos principais problemas é a alta taxa de juros. 

Apesar da redução, mais da metade (51,6%) dos inadimplentes diz que não tem condição de pagar a dívida totalmente. Esse número representa 7,3% das famílias no Estado. Além disso, a maioria das dívidas estão atrasadas há mais de 90 dias.

Quase 75% das dívidas estão ligadas ao cartão de crédito e 45% aos carnês. Ainda sem retomada consistente da renda familiar, muitos devedores estão alongando os prazos e postergando pagamentos. 

O presidente da FCDL/SC, Ivan Tauffer, acredita que a liberação do FGTS pelo governo federal pode ajudar. "Essa é uma contribuição que dará um alento, seja para movimentação de compras ou pagamento de contas", disse. 

"A liberação do FGTS é uma medida positiva, porém só deve durar enquanto os recursos estiverem circulando, sem impacto a longo prazo", disse o presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt. "Para um crescimento duradouro, é necessária a retomada dos investimentos com estímulos a iniciativa privada, como a redução dos juros, reforma tributária e geração de emprego, renda e crédito", afirmou.





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