Energia

Governo cria grupo de trabalho para reduzir preço do gás natural

Aumento da tarifa sobre o insumo preocupa setor industrial, maior consumidor de gás em Santa Catarina

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom
Reunião aconteceu na Casa da Agronômica, em Florianópolis

Nesta quarta-feira (22), o governador Carlos Moisés da Silva determinou a criação de um grupo de trabalho para estudar alternativas a fim de diminuir o preço do gás natural no Estado. A decisão ocorreu após uma reunião com o coordenador da Frente Parlamentar do Gás Natural, deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB), o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, e empresários do setor cerâmico. 

"O gás natural é um insumo fundamental para a nossa indústria. O barateamento da tarifa, em parceria com o que vem sendo planejado pelo Governo Federal, é essencial para que o nosso estado se mantenha competitivo", afirmou o governador. 

Em dezembro, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de SC (Aresc) publicou uma resolução que definiu um aumento da tarifa de 3,2% para o setor industrial. Mesmo com a alta, Santa Catarina permaneceu com um dos menores preços do país sobre o insumo. Além disso, a Agência projeta novo reajuste médio de 4% em janeiro e de 8% em julho

"Nós estamos vivendo um momento de transformação no mercado do gás natural do Brasil. É um momento paradoxal. Enquanto existe um esforço geral para redução do custo do gás, nós aqui estamos com uma sinalização de aumento", disse o presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Otmar Jösef Muller, logo após o anúncio do aumento, em dezembro. 

O presidente da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS), William Anderson Lehmkuhl, também esteve presente na reunião e ressaltou que 85% do custo é referente à molécula, ou seja, o produto em si, que tem influência federal. Lehmkuhl se comprometeu a analisar opções para a redução dos 15% que cabem à Companhia, como custos operacionais e investimentos na expansão da rede.

Atualmente a SCGÁS negocia a assinatura de novos contratos para o suprimento de gás natural no Estado, que inicialmente estavam previstos para janeiro. Os acordos são resultado da abertura comercial do mercado de petróleo e gás, incentivada pelo Governo Federal, que suprimiu o monopólio da Petrobras sobre o setor. 


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