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Empresa do Vale do Itajaí é desabilitada de exportar para Arábia Saudita

É a terceira planta industrial catarinense de processamento de aves atingida com a medida

Foto: Divulgação

A Associação Catarinense de Avicultura (Acav), entidade as indústrias de abate e processamento de aves em Santa Catarina, divulgou nota na tarde desta segunda-feira (28) confirmando que a empresa Villa Germânia Alimentos, de Indaial, também foi desabilitada pela Arábia Saudita para a exportação de aves para aquele país. Outras duas empresas catarinenses já haviam sido descredenciadas na semana passada

A empresa do Vale do Itajaí é a única planta industrial da América Latina a abater, processar e exportar carne de pato para a Arábia Saudita. Atualmente mantém cerca de 300 empregos diretos e uma base produtiva composta por 50 famílias rurais das regiões Planalto Norte, Vale do Itajaí e Alto Vale do Itajaí.

A empresa iniciou as exportações em 2008 e nunca havia sofrido descredenciamento. Desde 2003 opera sob a matrícula SIF 4021 do Ministério da Agricultura, com todas as licenças, alvarás e licenciamentos em dia.

Nos últimos cinco anos, a Villa Germânia tornou-se a maior fornecedora de carne de pato para a Arábia Saudita, respondendo, em alguns anos, por quase 100% das importações sauditas para essa categoria de proteína. Nesse período, a Arábia Saudita respondeu por 30% do faturamento da empresa com exportações.

A direção da empresa já solicitou ao Ministério da Agricultura, à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), à Secretaria de Estado da Agricultura e à ACAV apoio para o restabelecimento urgente do credenciamento.

Descredenciamento

Conforme informado na semana passada, outras empresas catarinenses também foram afetadas com a medida imposta pela Arábia Saudita: A BRF de Concórdia e a Vossko de Lages. A unidade de perus da BRF, em Chapecó, não chegou a ser habilitada porque estava em regime de lay off, ou seja, com produção paralisada.

Santa Catarina é o segundo Estado produtor e exportador, tendo, em 2018, embarcado para 135 países 1,4 milhão de toneladas de carne de frango, obtendo divisas de 1,8 bilhão de dólares. Responde por 28,67% das receitas das exportações brasileiras, tendo como principais compradores Japão, China e Arábia Saudita.






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