Coronavírus

Diversificação econômica de SC atenuou a crise, analisa Facisc

Presidente da entidade elogiou governo por fechamento precoce e defendeu reabertura responsável da economia

Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (22), a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) realizou uma conferência online para discutir os impactos econômicos do Coronavírus no território catarinense. De modo geral, a entidade considerou que a diversificação econômica do Estado, e medidas como a suspensão dos contratos de trabalho e a disponibilização de linhas de crédito, atenuaram os efeitos da crise em relação ao resto do país.

Em Santa Catarina, o índice de atividade econômica medido pelo Banco Central acumula queda de 5% em relação ao ano passado. Outros indicadores importantes como índice de emprego formal (-2,4%), arrecadação de ICMS (-8,1%), exportações (-0,3%) e importações (-11,3%) também caíram em 2020.

Apesar da queda nos indicadores, o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, reconheceu que o governo do Estado acertou em impor as medidas restritivas logo no início da pandemia.

"Sabíamos pouco sobre o vírus, então apesar de severas, as primeiras medidas restritivas do governo do Estado foram muito pertinentes para salvar vidas. Agora que temos mais informações, estamos buscando minimizar os efeitos sob a questão econômica, mas de forma responsável. Precisamos garantir a sustentabilidade social e econômica", destacou. 

"A responsabilidade nesta retomada será essencial. Não adianta forçarmos uma reabertura econômica se isso gerar uma onda de novos casos e acarretar no fechamento das atividades novamente", completou o economista da Facisc, Leonardo Rodrigues.


Impactos regionais

De acordo com a Facisc, a diversificação da economia no Estado, além de atenuar os efeitos da crise, fez com que ela agisse de modo diversificado nas diferentes regiões. No Oeste, principalmente por conta do bom desempenho do agronegócio no primeiro semestre, os indicadores foram positivos, com destaque para alta de 1,1% no emprego formal e de 18,5% nas exportações. 

Já nas regiões litorâneas, onde foram registrados os primeiros casos do Coronavírus no Estado, a economia foi mais afetada. Além disso, essas localidades também foram fortemente atingidas pela queda no setor de serviços e do turismo, que caíram, respectivamente, 9% e 24%, desde o início do ano.

"Os serviços e o turismo foram os primeiros a entrarem na crise e serão os últimos a sair. A esperança é que, quando tudo isso passar, o setor consiga se recuperar por conta da demanda reprimida. Estamos trabalhando junto ao Cofem [Conselho das Federações Empresariais de SC] para que o setor volte a trabalhar de uma maneira segura", destacou Zulauf.



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