Previdência

Déficit da Previdência será sanado com crescimento econômico, diz Paulo Eli

Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (18), durante reunião realizada na Federação das Indústrias de SC (Fiesc), o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, apresentou um balanço econômico de Santa Catarina em 2020 e fez projeções para os próximos anos. Segundo o secretário, o Estado tem trabalhado para reduzir os gastos públicos, e, desta forma, aumentar os investimentos.

De acordo com as projeções apresentadas, a Fazenda gastava 49% da arrecadação com a folha de pagamento no ano passado. Neste ano o percentual caiu para 44,3%, e para 2022, o objetivo é chegar a 40%. Com isso, a expectativa é de que o Estado possa realizar investimentos anuais de R$ 2 bilhões a partir de 2022. Para o secretário, o grande desafio para chegar nestes valores é a Previdência Estadual.

"Dentro desses 40% que pretendemos alcançar, temos que incluir o déficit da Previdência. O Estado gasta mais com servidores inativos do que com quem está trabalhando. Então a redução desse déficit é o grande desafio. Hoje, sem uma reforma, a única forma de sanar o déficit da Previdência é com crescimento econômico", ressaltou. 

A Fazenda estima um déficit de R$ 5,2 bilhões na Previdência para o ano que vem. A projeção do Executivo é apresentar uma proposta de reforma da Previdência estadual ainda no primeiro semestre de 2021. O texto deve impor uma idade mínima para aposentadoria e elevar a taxação daqueles que já recebem o benefício, entre outras medidas. 


Aumento na arrecadação

Entre janeiro e novembro deste ano, Santa Catarina registra um saldo positivo na arrecadação de impostos estaduais de R$ 126 milhões. O resultado é fruto da diferença dos R$ 25,28 bilhões neste ano com os R$ 25,15 bilhões arrecadados no mesmo período do ano anterior. 

Segundo o secretário, este superávit se deve ao crescimento no consumo interno, tanto dos mais ricos, quanto dos mais pobres. Apesar do crescimento, o secretário demonstrou preocupação de que o padrão de consumo não se mantenha para o ano que vem.

"Durante a pandemia, os mais pobres continuaram consumindo devido ao auxílio emergencial, e as pessoas do Cartão Black [mais ricos] tiraram seu dinheiro do exterior e colocaram no mercado interno. O problema é que no ano que vem o auxílio deve acabar e os mais ricos devem voltar a viajar para fora, então tenho medo de que isso reduza o consumo interno", explicou.


Investimentos

Durante o evento, Eli também apresentou os dados de investimentos de Santa Catarina no segundo quadrimestre deste ano. Entre maio e agosto foram R$ 507 milhões investidos com recursos próprios, 185% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Para o ano que vem, a expectativa é ainda mais otimista. Segundo o secretário, o Estado deve conseguir aumentar sua avaliação de capacidade de pagamento junto ao Tesouro Nacional, passando de nota C para nota B, o que permitirá que Santa Catarina volte a tomar dinheiro emprestado para realizar investimentos. 

"Nós pagamos R$ 2,5 bilhões de dívida pública. Desta forma, conseguiremos tomar R$ 1 bilhão de empréstimos sem prejudicar esse pagamento. Santa Catarina está se descolando do Brasil e precisamos realizar esse movimento para continuarmos crescendo. Se ficarmos esperando o governo federal, vamos morrer na praia", completou. 




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