setor produtivo

Copercampos dá início ao 24° Dia de Campo, em Campos Novos

27 Fevereiro 2019 15:26:00

Presidente da cooperativa anunciou que no próximo ano o evento será chamado Show Tecnológico

Foto: Jornal O Celeiro

Com informações, Jornal O Celeiro

Começou nesta terça-feira (26) o Dia de Campo, promovido pela Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos - Copercampos, que vai até esta quinta-feira (28). O evento se transformou ao longo dos anos numa referência para o Agronegócio sustentável. São 150 empresas participantes do evento que apresentam o que há de mais moderno e tecnológico no setor do agronegócio, com o objetivo de transmitir conhecimento e possibilitar que o agricultor prospere. A missão da cooperativa é promover o desenvolvimento da agropecuária e no evento é possível que os produtores rurais partilhem ideias, troquem experiências e visualizem novas oportunidades no setor que é de extrema importância para o crescimento da economia do Brasil. 

No primeiro dia aconteceu a cerimônia de abertura que contou com a participação de várias personalidades locais e estaduais. Estiveram presentes a vice-governadora Daniela Reinehr; o secretário de Estado da Secretaria de Agricultura e Pesca, Ricardo Gouvêa; o presidente do Senar/Faesc, Jose Zeferino Pedroso; o gerente de cooperativismo Paulo Von Dokonal; o deputado estadual Romildo Titon, o prefeito Silvio Alexandre Zancanaro, o vice-prefeito Gilmar Marco Pereira, o presidente da Câmara dos Vereadores, Darcy Rodrigo Pedroso, e o presidente da Copecampos, Luís Carlos Chiocca. O evento também recebe comitivas internacionais. Nos pronunciamentos os participantes não pouparam elogios ao evento e a cooperativa, e destacaram a importância de um evento deste porte para o município e para o estado, dando enfoque ao setor que mais contribui com a economia que é o agronegócio.

A cada ano, o Dia de Campo tem evoluído e se transformado numa vitrine nacional para os produtores, possibilitando que os mesmos invistam em uma agricultura moderna e dinâmica. Para a realização do evento forma feitos mais investimentos com intuito de melhorar o Campo Experimental para melhor receber as pessoas. Em virtude de toda a modernidade promovida, o presidente Chiocca anunciou que no ano de 2020 o tão conhecido Dia de Campo será denominado 'Show Tecnológico' e em entrevista também adiantou que já estão sendo feitos preparativos para os 50 anos da cooperativa.

"Na infraestrutura melhoramos o asfalto, os stands, e esse ano fizemos uma praça de alimentação mais agradável, e construímos duas casas para a coordenação e direção da Copercampos. Quanto às variedades, temos sementes de milho e de soja que ainda serão lançadas, e as empresas trazem para nós mais praticidade em aplicação de técnicas nas lavouras, minimizando o trabalho do produtor. Para o ano que vem resolvemos mudar o nome Dia de Campo porque quando convidávamos outras empresas e entidades eles achavam que o evento era pequeno com umas tendinhas, então agora o Show Tecnológico dará ao evento a importância que ele tem. Com relação ao aniversário de 50 anos, vamos preparar algo para marcar a data, porque não é toda empresa que tem 50 anos de sobrevivência. Mas não vamos fazer nada de grandioso porque a condição econômica do país não nos permite pagar muito", declarou.

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Tributação foi tema entre as autoridades presentes

Na abertura do Dia de Campo, as autoridades presentes, além de elogiarem a cooperativa pelo evento, aproveitaram a presença da vice-governadora, Daniela Reineh, para falar sobre a preocupação e insatisfação com relação a possíveis mudanças na Lei de Incentivo Fiscal. Quem abriu a questão foi o presidente do Senar/Faesc, José Zeferino Pedroso, que dirigiu a palavra a vice-governadora dizendo que tinha um desabafo a fazer referente à situação que, segundo ele, será prejudicial aos produtores. Todas as autoridades que se pronunciaram em seguida endossaram a pauta já aberta e solicitaram do Governo Estadual uma ação que beneficiasse o setor do agronegócio. Outras personalidades presentes na ocasião também se mostraram contra a postura do governo. Confira alguns comentários: 

"Eu levantei essa questão porque preocupa a classe produtora de Santa Catarina com relação aos decretos emitidos na última hora do governo passado e o atual governo está de acordo, porque o secretário de Fazenda continua a mesma pessoa. Temos apelado constantemente ao governador para revogar estes decretos. Já que estavam aqui o secretário de Agricultura e a vice-governadora quero que eles saibam a gravidade do que pode ocorrer se algo não for feito para a revogação desse decreto ou um estudo mais aprofundado para não onerar a classe produtora que tem sido o sustentáculo da economia catarinense. Vamos batalhar para ter sucesso nessa questão. Se não houver uma reposta do executivo vamos buscar os deputados para que tenhamos sucesso". José Zeferino
"Temos que defender o interesse dos agricultores. Estamos preocupados com a mudança de comportamento do governo com relação à tributação dos insumos. Há uma grande revolta com a decisão de retirar os incentivos e isso vai afetar o custo de produção dos agricultores e consequentemente do consumidor. A necessidade do momento é conscientizar o Governo do estado para que reveja a posição de tributar os insumos agrícolas porque isso vai afetar a rentabilidade do agricultor. Os estudos feitos representam mais de 20% do aumento dos custos. Embora o Governo do Estado tenha suas razões, mas está agindo de forma a prejudicar o Estado, porque a redução da produção agrícola implica na redução de tributos, e isso é uma bola de neve. Queremos ampliar a tecnologia sem onerar o custo de produção". Ivan Ramos, diretor executivo da Fecoagro.
"Foi uma surpresa para todos nós. Nos manifestamos demonstrando a necessidade de conversar a respeito. Entendemos as dificuldades do novo governo, mas é importante que as entidades sejam chamadas e ouvidas as sugestões. O decreto foi unilateral. Não se pode agir assim. O sistema produtivo está disposto a conversar, queremos uma parceria entre o governo e a iniciativa privada para que todos ganhem'. Paulo Von Dokonal, gerente de Cooperativismo da Ocesc.
O secretário de agricultura, Ricardo Gouveia, em seu discurso, se pronunciou a respeito e falou que o Governo do Estado tem a intenção de ouvir as entidades representantes dos produtores e que o objetivo é manter a competitividade do setor e que será enviado para a Alesc um projeto de lei para legalizar os incentivos fiscais. "Como secretário já recebi o apelo das entidades sobre o que é importante ao setor, e já passei isso ao secretário de Fazenda. Amanhã irá para a Alesc o projeto de lei que visa legalizar os incentivos fiscais, porque é um questionamento de algumas concessões que não estariam enquadrados na lei. Vamos agendar uma reunião com os setores da agricultura para ouvi-las, e, em conjunto com a equipe da Fazenda, reconstruir esse incentivo fiscal para que de forma alguma venha a prejudicar a atividade econômica do Estado. Estamos trabalhando sério para que haja esse equilíbrio fiscal e possamos apoiar a competitividade da agricultura de Santa Catarina", afirmou.
A vice-governadora, Daniela Reinher, destacou a situação frágil em que se encontra o Estado, mas garantiu que o Governo está trabalhando para reequilibrar esta situação. "Nós recebemos um Estado fragilizado, e temos um comprometimento orçamentário difícil de transpor, temos uma reorganização de incentivos a fazer, e estamos fazendo. Estamos estudando a reestruturação dos incentivos fiscais no Estado. Queremos reequilibrar essa situação que vivemos, queremos alcançar condições de igualdade e produção. O olhar do governo do Estado ao agronegócio é de muita preocupação e de responsabilidade, porque temos consciência do que o setor representa para Estado e para a economia. Nosso modelo de agricultura é modelo no Brasil e no mundo. O governador Carlos Moises já recebeu vários representantes do setor produtivo e não iremos fazer nada sem ouvi-los", garantiu.

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