no vermelho

Consumidores buscam empresas especializadas para sair da inadimplência

13 Maio 2019 11:25:00

Segundo pesquisa, 43% ficaram insatisfeitos com o serviço. Especialistas indicam procurar o próprio credor

O Brasil tem hoje 62,7 milhões de pessoas inadimplentes, o que estimula o mercado de resolução de dívidas e de promessas para tirar o nome do vermelho. Cerca de 22% das pessoas que já estiveram com o nome sujo no país contrataram serviços para sair dessa situação, mas 43% delas se mostraram insatisfeitas com o resultado. Destes, metade por não terem resolvido o problema e metade por acabarem pagando mais caro do que antes. 

A outra fatia (41%) ficou satisfeita, segundo os dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a contratação de empresa para limpar o nome exige cuidados redobrados. "Se o consumidor tem dinheiro disponível para contratar esse tipo de empresa, recomenda-se que, em vez disso, negocie diretamente com o credor e ofereça uma entrada à vista para tentar um desconto no valor da dívida ou redução do número de parcelas. Frequentemente, um intermediário faz pouca diferença e ainda cria uma nova despesa para quem já está endividado", afirma.

Antes de ir atrás desse tipo de serviço, 59% tentaram negociar com o credor e 22% nem ao menos tentaram propor uma nova negociação. O principal motivo apontado pelos entrevistados para procurar empresas que prometem limpar o nome foi a falta de tempo em solucionar o problema (38%). Para 32%, a intenção era buscar ajuda nas negociações, enquanto 27% reconhecem ter recorrido a essa alternativa por não saberem o que fazer. O levantamento também mostra que mais da metade (60%) pagou antecipadamente para a empresa contratada e 29% somente após a comprovação de que a empresa teria limpado o nome.

A pesquisa mostra, por exemplo, que entre os entrevistados (78%) que não contrataram empresas para limpar o nome, 49% conseguiram resolver a situação sozinhos, ao falar direto com o credor. Já 20% disseram não ter dinheiro para pagar uma empresa para ajudá-los - percentual que sobe para 33% entre os mais jovens -, enquanto 13% tiveram medo de sofrer golpes.

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