economia

Confiança dos micro e pequenos empresários aumenta

08 Janeiro 2018 00:07:00

Índice apresentou alta de 2,2 pontos na comparação entre os meses de dezembro de 2016 e 2017

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 51,1 pontos no último mês de dezembro, representando uma alta de 2,2 pontos na comparação com o mesmo mês de 2016. Entretanto, se comparado ao mês de novembro de 2017, quando o indicador atingiu 51,5 pontos, é possível verificar uma leve queda no índice de Confiança. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 

Desde 2015, início da série histórica, esta é a primeira vez que o indicador de confiança dos micro e pequenos empresários termina o ano acima do nível neutro de 50 pontos, o que sinaliza um predomínio do sentimento positivo entre esses empresários. O indicador varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confiança desses empresários. Abaixo dos 50 pontos reflete desconfiança com os negócios e com a economia.



O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas (veja abaixo). Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já por meio das Expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses. 

Condições Gerais

O Indicador de Condições Gerais, que avalia o retrospecto do micro e pequeno empresário sobre o desempenho de suas empresas e da economia nos últimos seis meses, subiu de 32,8 pontos em dezembro de 2016 para 40,5 pontos em dezembro de 2017. No mês imediatamente anterior, novembro, o mesmo indicador se encontrava em 39,4 pontos. Como o índice continua abaixo do nível neutro de 50 pontos, significa que os empresários ainda não enxergam os últimos seis meses de forma favorável. 

Em termos percentuais, 50% dos micro e pequenos empresários sondados consideram que as condições da economia brasileira pioraram nos últimos seis meses. Esse número, embora elevado, vem caindo e já esteve na casa dos 90% em meados de 2015 e 2016. Já a proporção dos que notaram melhora da economia marcou 16% em dezembro. Quando restrita somente ao desempenho de seus próprios negócios, 35% disseram ter notado piora, enquanto 21% relatam ter notado alguns sinais de melhora, percentual que também apontou crescimento. 

Expectativas 

O Indicador de Expectativas, que serve de parâmetro para avaliar o que os empresários aguardam para o futuro, oscilou para baixo nas duas bases de comparação. No último mês de dezembro de 2017, o índice ficou em 59,0 pontos contra 60,9 observados em dezembro de 2016 e dos 60,6 pontos que marcara em novembro de 2017. 

De acordo com o levantamento, quatro em cada dez (37%) micro e pequenos empresários estão em algum grau confiantes com o futuro da economia do país contra 22% de pessimistas. Quando essa análise se restringe a realidade da sua própria empresa, o índice cresce e atinge 52% dos empresários consultados contra um percentual de 11% que manifestaram pessimismo com o futuro de seus negócios. 

Apesar da confiança dos empresários no desempenho da economia, na maior parte dos casos, os entrevistados não sabem explicar as razões: 44% desses empresários admitiram não saber o porquê de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas devem acontecer. A mesma razão é citada por 33% dos micro e pequenos empresários que estão otimistas com seus negócios. 

Entre os que estão otimistas com a economia, há também 25% que já notam a melhora de alguns indicadores econômicos e 16% que nutrem esperanças de que a crise política será resolvida em breve. Já entre os que imaginam que suas empresas terão um horizonte positivo nos próximos seis meses, há ainda 24% que confiam na boa gestão que fazem do negócio, medida que os fazem se distanciar dos efeitos da crise, na opinião desses entrevistados. Apenas 7% de micro e pequenos empresários disseram não estar sendo afetados pela atual crise. 

Em sentido oposto, entre os pessimistas com a economia, a questão política também ganha protagonismo, revelando que a incerteza no campo político afeta as perspectivas econômicas de ao menos 32% dos desses entrevistados. Além disso, 19% não acreditam que as reformas serão aprovadas. Dentre os pessimistas com o próprio negócio, 53% atribuem esse sentimento a possibilidade de a crise econômica persistir. 

Metodologia 

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios "pioraram muito"; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais "melhoraram muito". 

Baixe a íntegra do Indicador de Confiança MPE e a série histórica no link: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos 

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