2018

Confiança do consumidor cresceu em 2018, mas permaneceu abaixo da média

17 Janeiro 2019 16:00:00

Índice teve reação positiva após as eleições de outubro. Apesar disso, 72% dos brasileiros avaliam a economia como ruim e o desemprego é a principal causa

Uma pesquisa nacional realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que a confiança do consumidor brasileiro cresceu após a definição das eleições. O estudo indica que a confiança passou de 40,9 pontos em dezembro de 2017 para 45,8 pontos, em dezembro de 2018, variação de 12%. Apesar do aumento, o índice permanece abaixo da média: a escala vai de 0 a 100, o que indica pessimismo da maioria.

A confiança mostrou reação logo após o segundo turno das eleições. Passou de 42,3 pontos em outubro, quando foram realizadas as votações, para 46,2 pontos em novembro, quando já se sabia quem seriam os mandatários. A definição dos nomes que vão comandar o país, os estados e compor os parlamentos federal e estaduais diminuíram o clima de incerteza da população. 

Apesar do recuo do pessimismo, 72% dos brasileiros avaliam a economia nacional de forma negativa. As principais razões apontadas são o desemprego elevado (63%), a inflação (59%), alta na taxa dos juros (38%), e alta do dólar (25%). Para 25%, a economia é avaliada como regular e apenas 2% consideram como boa.

O consumidor é mais otimista quando avalia o seu próprio desempenho financeiro. Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros acreditam que sua situação econômica é ruim, 47% consideram regular, e 12% consideram boa. A maioria diz que o quadro está negativo devido ao baixo poder de compra dos trabalhadores, seja pela alto custo de vida, citado por 55% dos entrevistados, quanto pelo desemprego, citado por 40%. 

"Mesmo diante de uma situação em que a maior parte dos consumidores avalia como ruim, as boas expectativas se mantêm para o futuro. Mas, para que a retomada da confiança se consolide, será preciso que o consumidor sinta alguma melhora no momento atual, com o aumento da oferta de vagas de emprego e o avanço da sua renda", diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Custo de vida é a principal queixa 

A sondagem também mostra que o desemprego continua sendo uma das grandes preocupações dos brasileiros. Os dados revelam que quatro em cada dez consumidores (41%) afirmaram ter ao menos um desempregado em sua residência. Além disso, 66% dos brasileiros que trabalham temem, em algum grau, serem demitidos, ante 34% que disseram não ter esse risco.

O que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida, ponto citado por pouco mais da metade (51%) dos entrevistados. Desde o início do ano passado, essa tem sido a principal queixa dos brasileiros. Em seguida aparece falta de emprego (18%), endividamento (14%) e queda dos rendimentos (10%).

Em uma avaliação sobre aumento dos preços, a conta de luz foi o serviço em que mais se notou aumento dos preços, mencionada por 89%. Uma fatia muito próxima (88%) citou alta nos produtos comprados em supermercados, enquanto 80% destacou o valor dos combustíveis e 75% os artigos de vestuário.



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