Dinheiro extra

Compra de presentes supera pagamento de dívidas na preferência do brasileiro

32% dos trabalhadores vão usar o 13º em compras de Natal, enquanto 15% devem quitar contas em atraso

Foto: Murici Balbinot/Arquivo
Segunda parcela do benefício deve ser paga até 20 de dezembro

O destino do 13º salário, tradicionalmente visto como um alívio na renda do trabalhador no fim do ano, deve mudar neste ano. Segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 32% dos brasileiros devem utilizar o benefício para comprar presentes, 9% a mais que na pesquisa do ano passado. Para 22%, o destino do dinheiro extra deverá ser as celebrações de Ano Novo.

Os dados também mostram que 24% deverá investir ou poupar o 13º salário, enquanto 15% deverá priorizar o pagamento de dívidas em atraso. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o cenário econômico um pouco melhor do que em anos anteriores pode estimular uma disposição maior dos brasileiros em comprar.

"O país se recupera lentamente da crise e ainda sofre com os efeitos negativos da recessão, como desemprego elevado e renda comprimida. Ainda assim, o período mais agudo das dificuldades já foi superado, o que de certa forma, pode estimular um otimismo maior dos brasileiros na hora ir de ao consumo", afirmou.

Mesmo reconhecendo a preferência do consumidor, a economista alerta que a prioridade deve ser o pagamento de dívidas e a retomada do crédito na praça. "A prioridade deve ser sempre sair do vermelho e evitar pagamento de juros que se acumulam", destacou.

A procura por mais ou melhores presentes de Natal também irá estimular 52% dos entrevistados a realizar bicos ou outras atividades em busca de uma renda extra. O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, orienta que caso o consumidor queira utilizar o dinheiro extra nas comemorações de fim de ano, ele não deve se sobrecarregar com dívidas a longo prazo.

"O ideal é fugir dos parcelamentos e negociar descontos atrativos nas lojas, preferencialmente pagando à vista. Pechinchar deve ser um hábito permanente do consumidor. As famosas lembrancinhas também podem ser um recurso útil para quem quer presentear sem gastar muito", disse.






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