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Com crescimento de 4,31% em julho, número de inadimplentes chega a 63,4 milhões

09 Agosto 2018 15:20:00

As principais dívidas em crescimento são a de serviços básicos, como água e luz, e serviços bancários, como cartão de crédito e cheque especial

Foto: Murici Balbinot
Todas as regiões do país apresentaram crescimento de endividados

O número de consumidores brasileiros com dívidas em atraso cresceu 4,31% na comparação entre julho de 2018 e julho de 2017, e chegou a 63,4 milhões de pessoas. As principais dívidas em crescimento são a de serviços básicos, como água e luz, e serviços bancários, como cartão de crédito e cheque especial. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O estudo aponta que a região Sudeste apresentou a maior alta no volume de inadimplentes, cujo crescimento foi de 10,41% em julho frente ao mesmo período do ano passado. Em segundo lugar ficou a região Nordeste, que avançou 4,84% na quantidade de devedores. As variações também foram positivas no Centro-Oeste (3,49%), Norte (2,78%) e Sul (2,64%).

Além de ser responsável pelo maior crescimento da inadimplência em julho, o Sudeste concentra, em números absolutos, a maior fatia de negativados no país: 27 milhões de consumidores. Na sequência aparece o Nordeste, com 18 milhões de devedores com dívidas em atraso; o Sul, com 8 milhões; o Norte, com 6 milhões; e o Centro-Oeste, com 5 milhões.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o desequilíbrio das finanças afeta em maior grau a faixa etária de 30 e 49 anos por ser um momento de construção da vida pessoal e profissional. "É nessa fase que muitos formam família ou constituem novas uniões, além de buscarem a consolidação do patrimônio. Isso implica em assumir diversos compromissos financeiros e, com as dificuldades que a crise ainda geram, a conta nem sempre fecha no final mês, levando à inadimplência ", analisa.

"O desemprego elevado e a renda achatada dos brasileiros seguem contribuindo para esse avanço no quadro de inadimplência. Ainda que o país tenha superado a recessão, a recuperação da economia continua mais lenta do que o previsto, agravada pelo clima de incertezas das eleições", avalia o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.






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