no vermelho

Comércio representa 46% de todas as empresas inadimplentes do país

Setor foi um dos que mais sofreu com a crise política e econômica dos últimos anos. Em geral, credores são dos setor de serviços, como bancos e financeiras

Foto: Murici Balbinot
Na região Sul, crescimento ficou abaixo da média nacional, com alta de 3,71%

O número de empresas inadimplentes no país cresceu 7,44% na passagem de 2017 para 2018, segundo uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Entre os setores da economia, as empresas que mais ficaram inadimplentes foram as do ramo de serviços, com alta de 10,87%. No comércio, a alta foi de 5,13%, e na indústria, de 4,12%. No geral, 46% das empresas que estão com contas em atraso são do comércio. 

Entre os segmentos credores, ou seja, as empresas que deixaram de receber de outras empresas, o destaque também ficou por conta do setor de serviços, que engloba bancos e financeiras, cuja alta foi de 6,26% na quantidade de atrasos. Em segundo lugar ficaram as indústrias, com crescimento de 3,18%, seguido do comércio, com alta de 2,17%. Em termos de participação, 36% das pendências de empresas são devidas ao setor de serviços, 17% a empresas comerciais e 12% a indústria.

"Embora a saúde financeira das empresas ainda não tenha voltado ao patamar anterior à crise, o ano de 2018 foi um pouco melhor em vendas do que os anteriores, o que deu um fôlego maior para as empresas conseguirem honrar seus compromissos financeiros e organizar pendências. Nota-se que a situação da inadimplência no âmbito corporativo está mais contornável do que entre as pessoas físicas", explica o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), José Cesar da Costa. 

Inadimplência por região

A região Norte apresentou a menor alta do país: 0,78%. No Centro-Oeste, o crescimento foi de 2,10%, enquanto no Nordeste, a alta foi de 2,35% e no Sul, de 3,71% - todas abaixo da média nacional e menores do que o percentual observado no auge da crise econômica, quando girava em torno de 10%.

No ano passado, a única região a destoar foi o Sudeste, que encerrou o ano de 2018 com alta de 13,03% na quantidade de empresas inadimplentes. O número expressivo foi influenciado pela revogação de uma lei no Estado de São Paulo que exigia por parte dos credores uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. Com o fim da lei, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta.








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