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Comércio de bens duráveis volta a crescer em Santa Catarina

No Estado, vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram acima da média. Apesar do aumento, momento ainda é de cautela

Foto: Murici Balbinot
Estado figura como o terceiro melhor desempenho do país no comércio varejista

O volume de vendas do comércio varejista cresceu 5,1% no primeiro trimestre em Santa Catarina, segundo dados divulgados pelo IBGE na última semana. Com o resultado, o Estado figura como o terceiro melhor desempenho do país, atrás apenas do Espírito Santo (7,9%) e do Acre (6,5%). A média nacional ficou em 0,3%. 

Entre os segmentos que puxaram a alta, estão os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (26,2%) combustíveis (15,6%), e artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%).

Além disso, houve significativa reação das vendas dos chamados bens duráveis, como móveis (14,3%) e eletrodomésticos (4,9%). No varejo ampliado, também houve avanço dos setores de materiais de construção (13,6%) e de veículos, motocicletas e peças (4,6%). 

Segundo o economista da Fecomércio/ SC, Luciano Córdova, o avanço nas vendas dos bens duráveis representa uma recuperação de parte do que havia sido perdido na crise, e não necessariamente um crescimento sustentado. Isso porque o setor, pela alta demanda de recursos, foi um dos que mais sofreu no período de retração da economia. 

Segundo uma pesquisa da própria Fecomércio, 49% dos catarinenses dizem que o momento não é o ideal para a compra desse tipo de bem. Apesar da avaliação abaixo da média, a situação é bem melhor do que a do ano passado, quando a intenção de compra foi praticamente a metade da atual. 

Córdova diz que o segmento de bens duráveis exige mais renda e crédito do consumidor. Por isso, o cenário ainda é de "compasso de espera". Além disso, a compra de bens mais caros demanda um outro fator: confiança. "Ninguém vai fazer uma compra importante se não sabe se vai ter emprego dali seis meses", disse. A avaliação é de que a recuperação é tímida, mas pode trazer otimismo, já que o segmento tende a ser um dos últimos a se recuperar.





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