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CNI reduz para 2% a estimativa de crescimento do país

12 Abril 2019 12:07:00

A perspectiva para o crescimento do PIB Industrial caiu de 3% para 1,1%

Foto: Divulgação
De acordo com o Informe Conjuntural, a previsão para o aumento do consumo das famílias diminuiu de 2,9% em dezembro para 2,2% agora

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo as estimativas de crescimento da economia e da indústria para este ano. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país recuou para 2%, ante os 2,7% previstos em dezembro de 2018. A perspectiva para o crescimento do PIB Industrial caiu de 3% para 1,1%. As informações estão no Informe Conjuntural do primeiro trimestre divulgado pela CNI nesta quinta-feira (11).

"O ritmo da atividade no início do ano foi bem mais fraco do que se esperava. O desemprego permanece alto, as famílias ainda não retomaram o consumo e as empresas enfrentam muitas dificuldades", afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "Além disso, há um certo sentimento de que as medidas, principalmente no campo das reformas estruturais, como a da Previdência, vão demorar um pouco mais para se materializarem e será necessário um prazo maior para que os benefícios das mudanças se espalhem pela economia", completa.

De acordo com o Informe Conjuntural, a previsão para o aumento do consumo das famílias diminuiu de 2,9% em dezembro para 2,2% agora. A estimativa para a taxa média de desemprego neste ano subiu de 11,4% em dezembro para 12%. A perspectiva de crescimento dos investimentos caiu de 6,5% para 4,9%. "Sem a retomada do investimento, o crescimento fica comprometido", avalia a CNI.  

O estudo lembra que, apesar do fraco desempenho da atividade, os indicadores macroeconômicos são positivos. Embora mantenha o alerta de que é necessário buscar o equilíbrio fiscal, as previsões da CNI para as contas do governo melhoraram. O déficit primário projetado pela CNI neste ano caiu de 1,57% do PIB em dezembro para 1,39% do PIB agora. A previsão para a dívida do setor público diminuiu de 79,5% do PIB para 78,2% do PIB.




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