Brasil

Brasil contabiliza mais de 60 milhões de negativados em fevereiro, diz estimativa

Mais da metade dos endividados possui débitos inferiores a R$ 1 mil

Foto: Murici Balbinot/Arquivo

Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cerca de 38,8% dos brasileiros adultos (60,8 milhões) estavam negativados em fevereiro. O número de consumidores com contas atrasadas cresceu 1,23% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

"A pandemia de Coronavírus e as medidas de contenção do contágio via isolamento social terão forte impacto na demanda interna. Ainda não é clara a extensão, mas é provável que a recuperação econômica seja interrompida e que vejamos aumento de desemprego, queda na renda e consequente piora nos números de inadimplência", afirmou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Mais da metade (52,6%) dos envidados possuem pendências com até R$ 1 mil, sendo que 36,6% possuem débitos de até R$ 500. Somando todas as dívidas, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 3.257,80 em fevereiro.

A maior parte das dívidas concentra-se no setor de bancos (52,69%), seguido pelo comércio (17,49%) e comunicações (11,94%). Embora represente apenas 10% do total das pendências, o setor de água e luz apresentou a maior evolução no número de dívidas, que cresceu 7,92% em relação ao ano anterior. O setor de comunicação, por sua vez, caiu 9,32%.

"Os impactos da piora na economia em meio ao cenário da pandemia de Coronavírus devem ser sentidos pelo consumidor. Por isso, o momento requer muita cautela. O ideal é gastar apenas com o necessário e, se possível, buscar construir uma reserva de emergência para fazer frente a um eventual imprevisto", ressaltou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.



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