verão 2020

Bares e restaurantes do litoral registram maior movimento no início do verão

Alta foi puxada por turistas brasileiros. Apesar do crescimento do público, gasto médio do consumidor ficou abaixo do esperado

Uma pesquisa realizada com proprietários de bares e restaurantes do litoral catarinense apontou que 54,6% dos estabelecimentos tiveram movimento maior de clientes entre 20 de dezembro e 5 de janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os empresários, a maior parte (46,4%) diz que o crescimento do público foi de até 15%, e uma fatia menor, de 8,2%, registrou um avanço acima de 15%. Apesar da alta na movimentação, o gasto médio dos consumidores ficou aquém da expectativa.

A alta foi puxada por turistas brasileiros. Segundo os dados, apurados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel/SC), houve aumento do fluxo de paulistas (+32,7%), paranaenses (+20,9%), e gaúchos (+18,2%). "O percentual sugere um processo de retomada, já que nas duas temporadas anteriores houve queda no fluxo de clientes, porém o ambiente de negócios ainda está muito abaixo do patamar de 2017", afirma Raphael Dabdab, presidente da entidade.

A pesquisa apontou ainda que mais de 70% dos empresários perceberam um número igual ou menor de estrangeiros. O resultado é consequência da crise econômica na Argentina e na turbulência política do Chile. Além disso, a percepção dos entrevistados é de que os dias ensolarados estimularam os turistas a fazerem refeições na praia, em vez de ocupar estabelecimentos, o que gerou ociosidade em alguns horários.  

Segundo Dabdab, outro fator que prejudicou o fluxo de clientes foi a expressiva presença de ambulantes ilegais. "Trata-se de uma concorrência desleal, tanto com os empresários que precisam de licença e pagam taxas, como com os próprios ambulantes legalizados que, além de pagarem taxa, recebem treinamento", explica.

A pesquisa mostrou que 62,7% dos empresários registraram um gasto médio igual ou menor dos consumidores. Segundo a entidade, esse dado revela um retrospecto ruim, já que a base de comparação, o verão de 2019, não teve números positivos. O baixo poder aquisitivo dos visitantes "faz com que boa parte faça refeições em casa, optando pelos supermercados, ou procurando opções mais em conta, como serviços de delivery, shoppings, e food parks", disse Dabdab.





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