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Aurora Alimentos anuncia férias coletivas em mais uma unidade

09 Maio 2018 16:42:00

Devido a embargos, diminuiu 53% a exportação de frangos de SC para a Europa em abril

Foto: Arquivo/Folha do Oeste

A Aurora Alimentos anunciou na tarde desta quarta-feira (9) que dará férias coletivas para 1.283 trabalhadores da unidade da cooperativa em Guatambu. A decisão é resultado do embargo europeu para a carne brasileira que tem dificultado a exportação. O frigorífico em Guatambu abate 29,5 milhões de frangos por ano, cerca de 11,8% do abate total da Aurora.

Essa é a segunda planta programada a entrar em regime de férias coletivas. A primeira é a de Abelardo Luz, que suspenderá provisoriamente as atividades industriais no dia 4 de junho. Ali, são empregados 1.391 trabalhadores para o abate de 33,5 milhões de frangos por ano, 13,4% do abate total da Aurora. 

A paralisação vai acontecer no mês de julho. Ou seja, nenhuma planta de produção vai parar simultaneamente. A empresa informou também que não está prevista a demissão de trabalhadores, apenas citou as dificuldades que a proteína animal vem enfrentando nos últimos meses. 

Em queda

Em abril, Santa Catarina exportou 59,8 mil toneladas de carne de frango, gerando US$ 133,3 milhões em receitas. Uma retração de 28,6% na quantidade e de 7,3% no faturamento em relação ao mês anterior. Os principais destinos foram Japão, China e Países Baixos. 

O desempenho abaixo do esperado é resultado da queda nas vendas para a Europa. Em abril, os países europeus compraram 7,3 mil toneladas de carne de frango, rendendo US$ 21,2 milhões - uma diminuição de 53% na quantidade e de 37,8% no faturamento em relação a abril de 2017. Airton Spies explica que esses são os primeiros reflexos da suspensão de algumas plantas frigoríficas pela União Europeia. 

A nota

Segundo nota emitida pela Aurora, "a medida tornou-se inadiável em razão dos percalços que afetam o mercado internacional e impactam todas as companhias avícolas brasileiras desde agosto do ano passado. O quadro agravou-se no último bimestre de 2017, quando várias empresas foram desabilitadas a exportar para a Europa. No mesmo período, a Rússia, que representava um grande comprador de produtos cárneos, suspendeu as importações. A conjugação desses dois episódios produz o efeito de oferta excessiva e deterioração de preços".







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