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Agronegócio tem perspectivas positivas para 2018

05 Janeiro 2018 15:04:00

Crescimento, crédito rural e legislação podem impulsionar setor

O ano de 2017 foi de crescimento acima da média para o cooperativismo catarinense no agronegócio. A perspectiva é de que 2018 acompanhe este resultado - que vem melhorando a cada ano - e seja positivo para o setor. Clima favorável, plano safra coerente, bons preços e o aumento das exportações são as apostas para o sucesso no ano vindouro. 

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Luiz Vicente Suzin, o ano será de desafios, mas o produtor/empresário rural enfrentará com determinação, fé no trabalho e visão de futuro. "Estamos otimistas. No plano interno, teremos uma boa safra e não deve faltar matéria-prima para a agroindústria. Não haverá aquela escassez acentuada de milho no mercado interno como ocorreu em 2016. Os preços dos grãos devem reagir e o ano será bom para os produtores rurais e, por extensão, para toda a economia brasileira. No plano externo, acreditamos na ampliação das exportações do agronegócio brasileiro", projeta.

O ano eleitoral que vem pela frente é considerado uma oportunidade para se discutir o atual estágio da agricultura e do agronegócio brasileiro e realçar as prioridades para o setor, de modo que façam parte do programa de governo dos candidatos. "Com certeza a agricultura estará na pauta da campanha eleitoral porque a sociedade brasileira reconhece, hoje, a importância do setor primário como a locomotiva da economia nacional, especialmente nesses tempos de crise", aponta Suzin.

Outra mudança para o ano que vem é o projeto de lei que tramitou em 2017 e permite que as cooperativas de crédito administrem recursos dos municípios. "Essa inovação facilitará a vida das Administrações dos Municípios brasileiros que não contam com Bancos oficiais. As Cooperativas de Crédito atuam em todos os municípios, prestando serviços aos correntistas, às empresas e, agora, ao Poder Público municipal. Milhares de brasileiros serão beneficiados".

A melhoria para o crédito rural também é uma perspectiva para 2018. Essa será uma das reivindicações das entidades de defesa e representação do setor primário da economia brasileira. Com a redução da Selic para 7%, é preciso rever a situação dos juros e demais encargos cobrados nas operações de crédito agrícola que tornaram-se relativamente elevados. A estabilização da inflação, associada à lenta retomada do crescimento econômico e à estabilização do câmbio, permitiu à autoridade monetária reduzir o nível da taxa básica da economia (Selic) e isso deve contribuir para a redução das taxas de juros aplicadas sobre o crédito rural no próximo Plano Agrícola e Pecuário.



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