Inadimplência

82% dos inadimplentes sofrem emocionalmente devido às dívidas

Ansiedade é o principal sentimento apontado pelos endividados

Foto: Divulgação

Mais do que apenas impactos financeiros, a inadimplência também causa prejuízos emocionais. Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 82,2% dos brasileiros com dívidas há mais de três meses sofreram algum sentimento negativo ao descobrir que estavam endividados. 

Ansiedade (63,5%), estresse (58,3%), desânimo (56,2%) e vergonha (54,2%) foram as principais sensações citadas pelos entrevistados. O fato de estar inadimplente também causa preocupações práticas, como não conseguir pagar a dívida, parcelar novas compras ou conseguir um emprego. 

"O levantamento é importante porque evidencia que as frustrações e incertezas provocadas pela inadimplência não se restringem ao campo financeiro, tendo impacto significativo também na saúde física e emocional dos endividados", explicou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.


Inadimplentes sofrem mudança no comportamento

Para tentar esquecer das dívidas, o comportamento é variado. Quatro em cada dez inadimplentes (40,8%) buscam se dedicar a atividades que ajudam a não pensar nos problemas causados pelas contas em aberto. Já 28,2% aliviam suas angústias em algum vício (como cigarro, bebida ou comida) e 24,7% acabam comprando mais do que de costume.

"Muitas vezes, a pessoa fica tão frustrada que busca evitar lidar com a situação alimentando comportamentos negativos, como vícios ou até compras excessivas. Isso pode aumentar ainda mais as dívidas, gerando uma espécie de círculo vicioso e deixando o inadimplente em uma situação pior do que estava antes", ressaltou a economista.

Os impactos nas relações pessoais e profissionais também foram observados na pesquisa. Três em cada dez (30%) ficaram mais desatentos ou menos produtivos no trabalho. Já 17,2% dizem que ficaram mais impacientes com colegas e 7,6% ficaram tão nervosos que chegaram a partir para agressão física. 

"Caso a pessoa não busque controlar esse comportamento no ambiente de trabalho, ela pode correr o risco de perder o emprego, ficar sem fonte de renda, e se afundar ainda mais nas dívidas. Por isso, é de extrema importância que a pessoa tenha maturidade para encarar o problema por mais desconfortável que seja", alertou Marcela.


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