dívidas

2017 fecha com aumento de 1,27% no número de inadimplentes

12 Janeiro 2018 00:00:00

Indicador do SPC Brasil e CNDL aponta que cerca de 60,2 milhões de brasileiros estão negativados

O ano de 2017 encerrou com um aumento de 1,27% na quantidade de inadimplentes na comparação com o mesmo mês de 2016. Já na variação mensal, entre novembro e de dezembro de 2017, o aumento foi de 0,63%. Os dados integram o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A estimativa é que o Brasil tenha fechado dezembro com aproximadamente 60,2 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 39,6% da população com idade entre 18 e 95 anos. 

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, mesmo com a lenta recuperação econômica, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos financeiros. A reversão desse quadro, diz ele, passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o consumidor: emprego e renda. Pellizaro explica que também é necessário um esforço contínuo de educação sobre consumo. "Pesquisas elaboradas pelo SPC Brasil mostram, de forma recorrente, uma carência de controle das finanças pessoais", diz ele.

Faixa etária dos devedores

A estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados. Em dezembro, metade da população nesta faixa etária (50%) tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,08 milhões.

Também merece destaque a porcentagem significativa da população com idade entre 40 e 49 anos (48%) que está negativada, da mesma forma que acontece com os consumidores com idade entre 25 a 29 (46%). Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 20% - em número absoluto, 4,84 milhões. Na população idosa, considerando a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 30%.

Região Sul

A região Sul foi a que registrou o maior recuo do número de devedores, pessoas físicas, na base do SPC Brasil em 2017. A variação foi de -2,36% na comparação com 2016. Na comparação anual, o indicador vem mostrando queda desde outubro de 2016. Na passagem de novembro para dezembro, houve queda de 1,59% no total de devedores negativados.

Dívidas em atraso

Ainda se tratando da região Sul, o número de dívidas em atraso recuou 5,58% em 2017. No balanço de 2016, a região já tinha mostrado queda de 5,36%. Os recuos vêm após um período de desaceleração da inadimplência. Na comparação mensal, isto é, entre novembro e dezembro de 2017, houve queda de 2,18%.

A abertura do indicador por setor credor da economia, ainda para a mesma região, é possível verificar que apenas o setor de comunicação apresentou crescimento do número de dívidas em 2017, com avanço de 3,74%. Por outro lado, a maior queda foi observada pelo setor de água e luz (-15,52%). Em seguida, aparece o comércio (-10,31%) e os bancos (-5,86%). Em termos de participação, os bancos concentram 47,2% do total de dívidas da região. O comércio, por sua vez, concentra 22,4%. Outros 18% das dívidas têm como credor o setor de comunicação e 2,38% têm como credor o setor de água e luz.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor tem como origem as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil e a CNDL têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 pontos percentuais, a um intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa completa pode ser acessada aqui.




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