ANTONIO GAVAZZONI
Advogado e doutor em Direito Público
contatogavazzoni@gmail.com

2018, ano de escolhas

05 Janeiro 2018 14:27:00

Se você achou que 2017 passou rápido, então aperte os cintos para 2018. Vai passar voando. Além dos pelo menos 13 feriados ao longo do ano, teremos copa do mundo e eleições. Quatro meses após o carnaval, que é quando a coisa começa a engrenar para uma boa parte do país, começa a Copa do Mundo da Rússia, que vai de 14 de junho até 15 de julho. Mais uma vez o brasileiro fica com um olho no trabalho e outro na televisão ou na internet. Um mês depois, em agosto, começa o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. E, em outubro, teremos o mais importante compromisso desse e dos próximos quatro anos: as eleições para presidente da República, governador e deputados. 

Entre todos esses eventos, temos que ganhar a vida, dar conta dos nossos afazeres, das necessidades profissionais e familiares. Mas não podemos perder de vista a importância das escolhas que fizermos para nos representar politicamente. Esse compromisso precisa começar agora. Uma parte dos candidatos já começa a demonstrar suas intenções de concorrer e a mostrar seu perfil e suas bandeiras. Assim como já começaram as pesquisas de intenção de voto.

Muita gente nem lembra em quem votou nas últimas eleições. Não pode ser assim. Nossos representantes precisam ser merecedores dessa responsabilidade. Nesse jogo há muitos interesses próprios e pouco interesse em mudar ass coisas, em repensar os sistemas. Para completar, são diversas as artimanhas para confundir e induzir o eleitor.

Nós, eleitores, temos o poder nas mãos. E não podemos usar esse poder com displicência, decidindo na base do "Maria vai com as outras" ou deixando para decidir em cima da hora. Temos cada vez mais ferramentas para pesquisar e até para interagir com os candidatos.

Problemas para resolver não faltam: o que cada um propõe de soluções? Por mais que estejamos, felizmente, saindo do pior da crise, temos uma coleção de desafios, e dos grandes. Vamos fechar o ano com crescimento pequeno do PIB e enorme do desemprego, sem falar na instabilidade em torno dos sistemas trabalhista e previdenciário e da total descrença da população nos três Poderes.

Se os desafios são grandes, a oportunidade é ainda maior. Podemos operar mudanças efetivas por meio do voto. Como escrevi am outro artigo, as opções são muitas e há novas possibilidades. Diversos movimentos começaram em torno do maior interesse pela política, especialmente entre os jovens. É uma semente que tem tudo para dar bons frutos. Mas isso depende do envolvimento de cada um.

Se o eleitor não acompanhar o noticiário, não se interessar pelo currículo do candidato, se deixar se levar somente por resultados de pesquisas, a situação não vai mudar. Discuta política, leia, pesquise, questione. É um direito e um dever conhecer as plataformas dos candidatos.

O que você preza mais? Saúde, segurança, educação, desburocratização? Quais as propostas dos candidatos sobre esses temas? Seu candidato preferido explica como pretende fazer? O que ele já fez quando teve oportunidade? Sua escolha é sua ou é imposta por outra pessoa?

O voto é secreto. É o seu momento de exercer cidadania e democracia na prática. Leve a sério essa missão. Do contrário, continuaremos sendo o país do carnaval, do futebol e das precárias condições dos serviços públicos para a maioria da população.

Antonio Gavazzoni, advogado e doutor em Direito Público

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