FATOS E INTERPRETAÇÕES
Coluna assinada pelo corpo docente da Unisul

Cerâmica: uma indústria que inova

06 Novembro 2018 16:15:00

Por Jonas Schneider, integrante da AGETEC - Agência de Inovação e Empreendedorismo da Unisul

A indústria cerâmica é uma importante fonte de desenvolvimento econômico e social da região Sul de Santa Catarina, pois emprega quantidade numerosa de pessoas e gera quantia representativa de impostos aos cofres públicos. A região concentra um dos mais importantes e tradicionais polos de produção de revestimentos cerâmicos do Brasil. A trajetória das indústrias do setor na região é marcada por investimentos na melhoria de seus processos produtivos, incentivada principalmente por um comportamento econômico dinâmico em uma concorrência globalizada, com destaque dos produtos advindos de economias em ascendente crescimento, como é o caso da China.

Para sobreviver às pressões de mercado, foi necessário inovar para ser competitivo. Por mais tradicional que possa parecer, a indústria cerâmica promove diversas inovações que vão de alterações radicais em produtos até novas formas de se relacionar com os clientes. A concorrência não foi o único motivo para fazer diferente, as influências advindas dos órgãos de controle ambiental resultaram em melhorias nos processos produtivos e fabricação com menor impacto ao meio ambiente.

As inovações permitiram às indústrias permanecem no mercado em momento de elevadas crises por meio da diferenciação do produto, inovações em marketing, mudanças nos processos e insumos utilizados. Muitas das inovações buscaram também uma produção mais sustentável, com menos nocividade ao meio ambiente. Ações inovadores inteligentes foram adotadas pelas indústrias cerâmicas que proporcionam diminuir a poluição ambiental ao mesmo momento que se elevou a competividade, reduzindo custos.

Um exemplo significativo foi a reutilização dos rejeitos dos processos para a confecção de novas peças cerâmicas sem interferir na qualidade do produto. Outras mudanças que impactaram em boas melhorias foram o reaproveitamento de resíduos gerados pelas atividades industriais, como é o caso da cinza de carvão mineral, que após ser utilizado para aquecer os fornos, o que sobra é levado pela indústria de cimento.

As inovações nas cerâmicas poderiam ser de maior número, entretanto, o cliente, que é o principal foco das inovações, ainda não exige muito da sustentabilidade ambiental na indústria, pois seu principal interesse ainda está no custo e qualidade funcional do produto.

Mesmo sem ser demandado pelo mercado consumidor, muitas indústrias já praticam a inovação e sustentabilidade muito além dos requisitos legais e as questões de mercado. Há indústrias que reutilizam mais de 95% de todos os insumos em seu processo, e consideram a inovação como uma estratégia necessária para a sobrevivência.



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