FATOS E INTERPRETAÇÕES
Coluna assinada pelo corpo docente da Unisul

A relação Universidade-Empresa e a geração de novas tecnologias e solução

Por Luciana Flôr Corrêa Felipe, professora da Unisul e Doutoranda em Educação Científica e Tecnológica

A organização e o desenvolvimento das atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) vem se transformando a cada dia, principalmente nas três últimas décadas, o que tem promovido a inserção de novos atores no contexto da pesquisa e a reconfiguração dos papéis desempenhados pelos que já estavam envolvidos.

Diante disso, em várias partes do mundo é notável o crescimento dos debates sobre a importância de se incentivar a relação universidade-empresa (U-E) para otimizar o desenvolvimento econômico de regiões e países.

No Brasil, essa realidade não é diferente; a relação U-E vem sendo estimulada e acredita-se que as universidades podem contribuir de forma eficiente com a geração de novas tecnologias e soluções, repassando resultados úteis à comunidade.

Conceitualmente, a relação Universidade-Empresa é um arranjo entre instituições de naturezas diversas, que pode se dar de muitas maneiras. As relações mais tradicionais, estão relacionadas a estágios, capacitações, cursos, treinamentos in company, etc. As mais recentes, privilegiam as dimensões associadas ao desenvolvimento científico e tecnológico para a inovação, principalmente relacionados a pesquisa.

A relação Universidade-Empresa pode ser bilateral - uma empresa cooperando com uma universidade - ou multilateral, no caso de projetos cooperativos. Pode se dar numa mesma região, ou abranger mais de uma continente. Pode ser pontual ou constituir parceria estratégica de longo prazo. Pode ser direta (pesquisador/laboratório - empresa) ou mediada por estruturas de interface como os Núcleos de Inovação Tecnológica, Incubadoras de Empresas, Parques Tecnológicos, Coworking Spaces... Também pode ser espontânea - a partir de uma necessidade da empresa - ou induzida, por meio de oportunidades de financiamento, incentivos ficais, editais e chamadas públicas. Portanto, pode envolver ou não, recursos materiais e/ou financeiros, bem como, propriedade intelectual e/ou transferência de tecnologia.

Cada uma dessas vertentes evidencia um modo de relacionamento entre universidade e empresa, diferenciando procedimentos, resultados, benefícios e desafios para as partes envolvidas.

Em que pesem os desafios que ainda precisam ser vencidos, tudo indica que a relação Universidade-Empresa, se bem conduzida, pode gerar vários benefícios. No entanto, tal relação precisa estar articulada a um processo inteiramente compromissado com a ética e com as mediações históricas e futuras da existência humana.

Por Luciana Flôr Corrêa Felipe, professora da Unisul e Doutoranda em Educação Científica e Tecnológica





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