FATOS E INTERPRETAÇÕES
Coluna assinada pelo corpo docente da Unisul

A inovação é um caminho para a existência, por Jonas Schneider

26 Março 2018 19:10:00

Uma leitura ao livro banqueiro dos pobres, do autor Muhammad Yunus, nos faz pensar sobre o poder das inovações para a sobrevivência humana. O livro relata que em 1798, o considerado pai da demografia, Thomas Malthus, predisse que o crescimento demográfico submeteria a uma dura prova os recursos mundiais e provocaria pobreza e fome em grande escala. Malthus não previa que as grandes transformações nos processos de manufatura que ocorrerá com a revolução industrial (uma avalanche de inovações) proporcionaria à urbanização, à redução do tamanho das famílias, e o desenvolvimento econômico e social aos países industrializados. Gradativamente as mudanças proporcionaram cada vez mais novos produtos e processos em todos os sistemas produtivos, tais como saúde, alimentação, transporte. 

O movimento revolucionário da indústria trouxe para a sociedade inúmeros benefícios, entretendo, na atualidade, e no futuro, os efeitos poluidores advindos a partir da revolução causam e vão nos causar sérios danos, e inclusive, ameaçam nossa sustentabilidade. As perguntas que podem existir é se haverá uma nova revolução para garantir a sustentabilidade humana? Deve-se abolir as indústrias? Qual será a forma de garantir o futuro das novas gerações? Estudiosos do tema argumentam que a garantia de futuro somente será alcançada se mudarmos nossos hábitos de consumo, encontramos fontes alternativas de energia, determos espaços mais arborizados, cuidarmos melhor da nossa água, se existirem tecnologias inovadoras para a produção de alimentos, processos mais eficientes que minimizem a geração de dióxido de carbono (CO2) e que possibilitam o reaproveitamento dos produtos. Uma publicação da Organização das Nações Unidas-ONU, "The World Population Prospects: The 2017 Revision", traz a estimativa que o planeta terá em 2050 cerca de 10 bilhões de pessoas, que vão demandar mais água, mais alimento, mais energia, moradia, bens.

As inovações mais uma vez se tornam essenciais para as necessidades humanas, uma vez que precisamos encontrar meios de aumentar a produção de alimentos, aproveitamento de recursos hídricos e produção de energia. Ademais, cada indivíduo precisa de muita sensibilidade com os meios naturais. Se hoje, muitas pessoas passam fome, sofrem com a falta de água, será pior em 2050 se não nos munirmos de aguçado senso de criatividade e nos sensibilizarmos com o meio ambiente, se não conciliarmos o desenvolvimento econômico, social e ambiental, e principalmente, conservarmos a preocupação com as futuras gerações.

A Unisul em parceira com a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina - SDS, e a Associação dos Municípios do Vale do Itapocu - AMVALI, sediada em Jaraguá de Sul, e outras instituições, desenvolveu o plano de recursos hídricos da Bacia do Rio Itapocú. Esse projeto, que foi entregue pela universidade em 14 fevereiro de 2018, demonstrou grande compromisso com a região da AMVALI, e garantiu o respaldo técnico científico para os usos múltiplos dos recursos hídricos, de forma a responder a demandas da sociedade. O plano possibilitou informações importantes, na qual deverão nortear ações nos doze munícipios que fazem parte da Bacia Hidrográfica do rio Itapocu. As questões identificadas como prioritárias para a região envolvem a qualidade e disponibilidade de água, saneamento básico, as áreas legalmente protegidas, gestão dos recursos hídricos, educação ambiental e os riscos eventos hidrológicos críticos.

Jonas Schneider - gerenciamento de projetos AGETEC - Agência de Inovação e Empreendedorismo da Unisul



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