eleições 2018

Eleitor quebra urna a marretadas em Morro da Fumaça

07 Outubro 2018 17:52:00

Comportamento pode estar atrelado aos boatos de que só estavam sendo computados votos para um determinado candidato


A ocorrência mais grave foi em Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina. Um eleitor invadiu a sessão com uma marreta na mão e passou a desferiu golpes contra a urna eletrônica. O vândalo foi imediatamente contido por populares e policiais, sendo levado para a delegacia do município. Como as marretadas não chegaram a danificar as mídias com as informações sobre os votos, não houve prejuízo ao processo eleitoral, sendo necessária apenas a substituição da urna destruída.

Um dos motivos para este comportamento pode estar nas fake news. Foram muitos os boatos que davam conta que as urnas eletrônicas só estavam computando votos para um determinado candidato. Uma manifestação de eleitores chegou a ocorrer em frente a um dos cartórios eleitorais da Capital, bem próximo da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC). Ele reclamavam que tinham votado e a foto do candidato à presidência não havia aparecido na tela.

Em uma coletiva à imprensa no TRE/SC, o presidente do Tribunal, desembargador Ricardo Roesler, afirmou que foram feitas todas as verificações desde a primeira notícia sobre este problema. A conclusão a que se chegou é que todos os votos foram computados normalmente, mas em algumas urnas houve um pequeno atraso no cômputo do voto, tratado tecnicamente de deley.

Além das marretadas na urna de Morro da Fumaça, outra ocorrência chamou a atenção. Foi a prisão do prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Campos (PSD), por prática de boca de urna. No município de Treze de Maio, o prefeito Clesio Bardini de Biasi (PP) também foi denunciado por estar fazendo boca de urna. A polícia se limitou a dispersar o grupo. No total, até o fechamento dessa edição, a Polícia Militar atendeu a 110 ocorrências, por boca de urna ou propaganda eleitoral. Em 62 casos foi configurado o crime eleitoral. Em coletiva à imprensa, o comandante geral da PMCS, Araújo Gomes, disse que o trabalho das forças de segurança foi preventivo, o que ajudou a manter a normalidade da votação.

A dificuldade de algumas pessoas para efetivar o voto levou à formação de muitas filas. O tempo médio para o voto, estimado pelo TSE que ficaria em dois minutos, em alguns casos levou mais de cinco minutos. Por conta disso, 40 minutos após o encerramento oficial da votação, cinco municípios catarinenses ainda registravam filas.Os eleitores receberam senhas para poder votar.

Os problemas técnicos também ficaram dentro da normalidade para o TRE. Até as 16h30 foram registradas 118 ocorrências, resultando na substituição de 58 urnas.


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Equipe editorial: Andréa Leonora (ADI-SC) | Douglas Rossi e Murici Balbinot (Adjori-SC) | Arte: Allan Salvatti (Adjori-SC)

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