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Você no 'novo normal', por Vinicius Lummertz

Foto: Divulgação

Minha proposta permanente ao escrever esses artigos é oferecer caminhos e soluções para a gestão pública - e sua inadiável parceria com a iniciativa privada - em busca de novos patamares de qualidade de vida e inclusão social que precisam ser atingidos no pós-pandemia. Temos, mais do que nunca, a oportunidade de fazer as reformas que nunca fizemos - e sobre essas reformas vamos falar aqui semanalmente. Reformas estas que, de alguma maneira, poderiam ou deveriam idealmente estar incluídas nos programas de governo dos candidatos a futuros gestores de nossas cidades.

Por outro lado, não posso deixar de destacar como prioritário o papel que eleitor terá neste momento de escolher aqueles que vão fazer a gestão do dinheiro dos nossos impostos - algo que, no Brasil, infeliz e historicamente, tem desaguado nas páginas policiais. Em artigo recente, intitulado 'Luiz Henrique, o pensar grande', lembrei que nós catarinenses em 2018 elegemos o "novo", o perfil de um "bom homem normal", e agora assistimos ao impasse político que pode levar o Estado a uma interrupção do mandato com eleições indiretas para a sua conclusão. 

Sem fazer - até porque não me cabe - nenhum julgamento sobre a conduta do governador eleito por mais de 70% dos catarinenses, faço sim a constatação de que não existe "passe de mágica", nem na política, nem na gestão pública - atividades penosas, difíceis e complexas. Por isso, mais do que uma simples "novidade", é preciso que nossos gestores tenham um mínimo de experiência, capacidade de promover mudanças, força de trabalho, resiliência para enfrentar os enormes desafios e, aquilo que nem precisaria ser dito, transparência e honestidade absolutas. Em resumo: é você, cidadão e eleitor, que vai decidir o que será realmente "novo" neste momento em que reformas serão indispensáveis.

E é claro que Turismo&Viagens também precisa de profundas reformas para enfrentar os desafios que estão já à frente no pós-pandemia. No Fórum Brasileiro de Turismo, realizado on-line, em que recebi honrosamente o título de Destaque do Turismo Nacional 2020, ao palestrar sobre o tema 'A força e a importância do turismo como fonte instantânea de geração de emprego e renda", resumi o que defendo desde assumi o primeiro cargo em Brasília: para o desenvolvimento pleno de seu potencial, contribuindo para a melhoria da vida das pessoas, o turismo precisa ser visto de forma estratégica, central, e não marginal. 

Temos que mudar a percepção política do turismo. Mudar a imagem que os economistas têm sobre o setor. O turismo hoje movimenta as demais indústrias e não o contrário. Ou seja, o turismo é locomotiva, e não vagão da economia. Este é o tema do próximo artigo.


Por Vinicius Lummertz, secretário de Turismo de São Paulo



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