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Tecnologia a favor das finanças, por Ori Brandão

A transformação digital está acontecendo em todos os ambientes de trabalho e é preciso enfrentar este período com determinação e planejamento. As novas tecnologias de automação estão aí para serem utilizadas a favor da eficiência na gestão e simplificar processos.

E por que não é preciso temer esse processo de automação? Pelo simples fato de que ele já está sendo incorporado na vida das pessoas e da quase totalidade das empresas. A tecnologia não é mais um "plus"; ela é uma ferramenta essencial para as organizações. 

É notável que nos últimos anos a gradativa adoção de tecnologias fez com que os Chief Financial Officer (CFO) deixassem de ocupar posição meramente técnica e se tornassem verdadeiros parceiros e aliados de negócios das empresas. Agora, o momento é de elevar a automação a um novo patamar para que dê condições e maior empoderamento a este executivo. 

O auxílio de softwares que geram relatórios e gráficos comparativos, dentre outros recursos, permite que o CFO transforme os dados que possui em insights mais valiosos e certeiros para o processo de tomada de decisões. É fundamental que o executivo aprenda a lidar com ferramentas de automação e com dashboards equipados com Inteligência Artificial (AI). Além disso, é interessante que o profissional seja capaz de aproveitar projeções a partir de dados, visando melhor orientar processos e ações. 

Mas para que a digitalização das finanças dê certo, as empresas precisam conhecer os obstáculos existentes para sua implementação. E deve saber, ainda, quais são as maiores deficiências processuais que a tecnologia seja capaz de resolver. 

Mais do que tomar a decisão de adotar a tecnologia, as organizações precisam saber o que fazer para tirar real proveito das novas tecnologias em gestão financeira e os CFOs têm papel determinante para a conquista desse objetivo em seu segmento. A questão é que só trocar processos manuais por processos digitais automatizados não garante melhorias na rotina, tampouco, assegura o retorno sobre o investimento esperado a partir dessa mudança. 

A identificação de pontos de prioridade é crucial porque uma empresa não deve se digitalizar por completo de uma só vez. Os pontos escolhidos servem como testes que orientem melhor a adoção de novas tecnologias, sempre considerando sua utilidade, custos e outros fatores que variam de acordo com o tamanho e número de operações das empresas. E o retorno que se espera com o processo de automação são claros: redução ou eliminação de erros em processos diversos; maior acuracidade nas projeções e mais qualidades nos insights fornecidos; redução de tempo gasto na descoberta de causas de incompatibilidades de cálculos e resultados, graças ao uso de tecnologias equipadas com aprendizado de máquina; e otimização de riscos e oportunidades.  

As companhias precisam estar atentas às inovações de seu negócio, observar as tendências da era tecnológica, pois alcançar a alta performance neste novo universo de finanças digitais deve ser a meta para um futuro bem breve. 

As empresas especializadas em tecnologia e automação podem colaborar neste processo de implantação de sistemas e plataformas, cujos projetos devem primar pela eficiência e praticidade para o consumidor final. Mas quem dará as ferramentas e apontar necessidades, sem dúvida, é o CFO e seu time de finanças.


Por Ori Brandão, diretor Comercial e Marketing da Finnet

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