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Segurança pública em risco, por João Carlos Pawlick

A segurança pública de Santa Catarina encerra o ano novamente exibindo números que dão inveja a qualquer Estado, confirmando a posição de um dos mais seguros do Brasil. Foram registrados neste ano 646 homicídios em Santa Catarina contra 743 ocorridos no mesmo período do ano passado, 97 mortes a menos. Os roubos também continuam em queda. 

Foram 10.797 ocorrências em 2019 contra 11.225 no mesmo período de 2018. E a tendência para 2019 é de fechar os homicídios na faixa de 9.4 a 9.6 mortes por 100 mil habitantes, quebrando uma barreira histórica a nível nacional, conforme dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Considerada a corporação mais confiável do Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina também coloca nosso Estado em posição privilegiada. 

São dados que reforçam a qualidade, empenho e a coragem de homens e mulheres, policiais e bombeiros em todas as regiões do Estado. É a força dos nossos praças militares, que atuam na ponta, garantindo esses números que o Estado gosta tanto de exibir. 

Por trás desses números existe uma categoria que dá o sangue pela farda. Que todos os dias sai de casa sem saber se irá voltar (um policial é morto de forma violenta por dia no Brasil, segundo pesquisas), que enfrenta duras jornadas de trabalho, a falta de equipamento e problemas sérios de saúde, como depressão. 

E, apesar de tudo isso, está há seis anos sem receber a reposição inflacionária. E não estamos falando de aumento salarial, mas de um direito estabelecido pela Constituição Federal. As perdas inflacionárias dos praças nos últimos seis anos chegam a 37%, mas a perda do poder aquisitivo dos servidores da segurança pública passa dos 40% neste período. 

Hoje, existem praças que enfrentam problemas sérios para manter a manutenção de sua casa, inadimplentes, com corte de luz e pegando empréstimos que não sabem se irão conseguir pagar. Humilhados pelo Estado. 

Portanto, nessa temporada, quando você ver um policial ou bombeiro militar, lembre-se, ele está há seis anos sem reposição inflacionária, mas estará sempre pronto para te proteger. Junte-se à nossa luta. O apoio da população é fundamental.

Por João Carlos Pawlick, presidente da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc)





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