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Paridade e Integralidade - um abuso de R$ 11 bilhões, por Rodrigo Rossoni

Foto: Divulgação

Todos querem a segurança pública de Santa Catarina cada vez mais forte, com profissionais motivados, bem treinados e estrutura para fazer seu bom trabalho. Mas isso não significa um cheque em branco para que policiais tenham privilégios que onerem os cofres do estado, em um descompasso completo com o cidadão comum, que luta para pagar impostos e vê no dia a dia sua vida cada vez mais difícil. 

Estamos às vésperas da votação da reforma previdenciária na Assembleia Legislativa. Muitos acreditam que esse tema é passado, mas infelizmente a reforma votada no Congresso Nacional ficou restrita aos funcionários públicos federais. Nesta esfera, mesmo os profissionais da segurança pública, como Policiais Federais - o equivalente a nossa Polícia Civil estadual - tiveram regras mais próximas do trabalhador comum, tendo sua aposentadoria calculada sem a integralidade e paridade.

Para que todos compreendam, paridade e integralidade são uma vantagem extinta que faz o funcionário aposentado ter sua renda calculada pelo último salário recebido enquanto trabalhava, mesmo sem ter contribuído para pagar essa conta na mesma proporção. Agora querem usar a reforma catarinense para resgatar esse privilégio, quando deveria ser justamente o contrário. Essa medida, se aprovada, custará ao bolso dos catarinenses mais R$ 11 bilhões, aproximadamente.

Enquanto o cidadão espera economia, ainda vemos o corporativismo ter força e voz dentro da Alesc, contribuindo para aumentar a pobreza e a desigualdade e - o pior - sem a devida transparência. Nossos deputados precisam legislar para os sete milhões de catarinenses que pagam uma conta já muito alta - estamos falando de apenas 70 mil pessoas que custam impressionantes R$ 4 bilhões por ano dos impostos para cobrir o rombo, média de R$ 500,00 por cidadão. Evidente que esse desequilíbrio precisa acabar, o que permitirá ao estado valorizar os policiais por seu mérito, sem exageros. Nós, catarinenses que pagamos impostos altíssimos, exigimos que nossos deputados estaduais acabem com o corporativismo e votem pelo bem da maioria dos cidadãos e das nossas futuras gerações.


Por Rodrigo Rossoni, presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) e membro do movimento Reage SC



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