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O que fazer com o resto de pescados?, por Luiz Leme

O litoral catarinense é um dos maiores produtores de pescados e crustáceos do Brasil fazendo com que a pesca desempenhe importante papel na economia do estado. Cerca de 150 mil toneladas são pescadas industrial e artesanalmente ao ano, porém, desse montante, somente 30% chegam à mesa do consumidor. E pensando na necessidade do descarte correto dos outros 70% de peixe, que não serve para ser comercializado, uma empresa catarinense reaproveita toneladas de resíduos de pescados que seriam descartados, por dia, em aterros sanitários ou lixões. 

Até o que seria descartado gera lucro. Mensalmente são cerca de 6.000 mil toneladas de resíduos impedidos de virarem lixo e aproveitados através de um processo de beneficiamento e toda essa matéria-prima é transformada em farinha e óleo. Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é água, que a empresa devolve dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes para o meio ambiente. Por mês, esses rejeitos que seriam desperdiçados são transformados em, aproximadamente, 1600 toneladas de farinha e 315 toneladas de óleo. Esse insumo é a base para a fabricação de ração para pets, de alta qualidade e que é vendido no Brasil e exportado para países como Chile, Argentina, Taiwan, Bangladesch, Vietnam e Panamá.

Hoje as empresas que se destacam pela inovação e empreendedorismo são empresas sustentáveis, que trabalham de forma mais ecológica e tem a sociedade ao lado dela. Você já tinha imaginado que restos de peixe poderiam ter utilidade e virar alimento para peixes, cães e gatos? Esse benefício é uma excelente fonte de proteína e energia, rico em aminoácidos essenciais destinado a formulação de dietas completas para alimentação animal.

O planeta ganha com essa atitude e, se pensarmos na relevância de nosso Estado na indústria da pesca, podemos perceber como essa atitude contribui para reaproveitar os resíduos de peixes, tornando importante algo que seria descartado nos aterros sanitários, ou mesmo atirado ao mar. O poder de cuidar! Atitude que está ao alcance de todos. Um valor fundamental que cria locais saudáveis, dinâmicos e prósperos, onde é bom trabalhar, morar e viver.

Luiz Leme Jr., diretor executivo da Agroforte





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