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Envelhecimento da população revela fragilidade do sistema previdenciário, por Vanessa Rothermel

O número de idosos tem crescido substancialmente ao longo dos últimos anos. Esse envelhecimento da população está ligado à dilatação da expectativa de vida dos brasileiros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2050 o país deve alcançar a marca de 60 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Um salto considerável em relação aos pouco mais de sete milhões registrados na década de 1980. Com isso é preciso que se amplie o olhar atento à qualidade de vida dessa população, com alternativas efetivas que garantam a segurança financeira adequada para que possam desfrutar da aposentadoria após longos anos de trabalho.

O sistema previdenciário brasileiro, no entanto, enfrenta problemas sérios que, por vezes acabam deixando desassistida essa parcela da população. Para sanar esse problema é essencial que se pense em alternativas. Uma delas, sem dúvida, é a previdência complementar. A Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos), por exemplo, oferece para mais de 8.500 famílias os planos previdenciários complementares. Nessa situação a contribuição é paritária, ou seja, a cada real investido pelo Participante o mesmo valor é investido pela patrocinadora Celesc. Desse modo, com a chegada da aposentadoria há o recebimento do benefício do INSS e também da Celos.

Essa garantia financeira impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas, permitindo que elas possam desfrutar dos anos longe do mercado de trabalho mais tranquilamente e com saúde. Informações do Serasa revelam que entre abril de 2018 e abril de 2019 o número de devedores acima de 65 anos cresceu 45%. Esse dado é preocupante, pois problemas financeiros são apontados como uma das causas responsáveis por desencadear, por exemplo, processos depressivos.

É preciso que as questões financeiras sejam levadas a sério. Para isso é fundamental que se pense não apenas no presente, mas também que ocorra o planejamento para os anos que estão por vir. Nesse contexto, a adesão de uma aposentadoria complementar deve ser vista como uma necessidade urgente.


Por Vanessa Evangelista Ramos Rothermel, diretora-presidente da Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos)



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