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A importância do terminal de GNL para Santa Catarina, por Cósme Polêse

24 Maio 2018 12:36:00

Administrador, economista, contador, mestre em planejamento territorial e presidente da SCGÁS

Alterações na matriz energética mundial podem ser causadas por muitas razões, mas a principal delas é a necessidade. As cidades modernas não comportam mais as logísticas de energias que afetam a mobilidade urbana, prejudicam significativamente o meio ambiente e aumentam os custos de produção com menor eficiência.

O papel do gás natural é ser a ponte para a energia renovável, ao ofertar ativos para a infraestrutura pública que serão usados pelos energéticos do futuro. Mas qual o papel do Gás Natural Liquefeito (GNL) neste processo?

O mercado de GNL surgiu nos anos 60, fruto da dificuldade de países como França e Reino Unido em fornecer energia suficiente para sua grande produção industrial - o gás natural tem oferta e produção abundantes até as próximas décadas. Por sua vez, o Japão, que atualmente é o maior importador do combustível, foi motivado pela necessidade de substituir outro modelo energético que apresentava riscos de segurança. Estas necessidades são reais em Santa Catarina, Estado que possui um potencial de crescimento significativo no consumo do gás natural em regiões ainda desabastecidas - a SCGÁS tem gasodutos implantados em apenas 61 cidades e, considerando um cenário conservador, conforme estudos de demanda contratados e considerando o mercado não térmico, pode dobrar a oferta em 10 anos.

A implantação do Terminal de GNL no Estado permitirá não apenas o abastecimento de termoelétricas, como também garantirá a ampliação do suprimento à Região Sul, a operação da distribuição da energia por novos modais e a aceleração do processo de interiorização da sua oferta.

Como o terminal na Baía da Babitonga, no Porto de São Francisco do Sul, Santa Catarina dará um salto na qualificação dos seus produtos e na melhoria da qualidade de vida das pessoas, pois ampliará o acesso ao gás natural que, segundo a concessão pública, deve ter sua disponibilidade universalizada. A proposta de viabilização do projeto acontece no melhor momento possível: quando os atuais contratos de suprimento terminam em 2020.

Segundo grandes corporações do setor como a Golar LNG e a Engie, Santa Catarina reúne as melhores condições técnicas e geográficas para receber o terminal da Região Sul. Logo, o papel da sociedade catarinense, apoiando o projeto, é essencial para que este sonho antigo se torne realidade. Não é só uma questão de segurança energética, mas também de competitividade, evolução e desenvolvimento.



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