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A Eletrosul é patrimônio catarinense, por Carlos Chiodini

Foto: Neto Sousa/MDB

Cinco décadas de história em solo catarinense. Cinco décadas de desafios na geração e transmissão de energia. Cinco décadas de desenvolvimento econômico, estudos, pesquisas, planejamento e tecnologia para Santa Catarina e o restante do país. Essa é a trajetória da Eletrosul, que desde 1968, com sede em Florianópolis, contribui para a expansão sustentável do nosso Estado. 

Assunto debatido em audiências públicas, reuniões e comissões do Congresso Nacional, a fusão da Eletrosul por outra subsidiária da Eletrobras tem sido um pesadelo para Santa Catarina. O caminho árduo pela não incorporação por uma empresa menor e mudança da sede para o Rio Grande do Sul, onde fica a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), percorre por gabinetes dos ministros de Minas e Energia, da Casa Civil, e de deputados da Frente Parlamentar Catarinense (FPC). Unimos esforços para impedir a mudança que seria até o início de julho, já aprovada pelo conselho da Eletrobras. Agora, vamos até à Presidência da República reivindicar pela permanência da estatal.

De matriz energética predominantemente limpa, resultado de fontes hídrica, eólica e solar, a Eletrosul tem energia suficiente para atender ao consumo de 10 milhões de pessoas. É majoritária no seu faturamento e possui 12 mil quilômetros de transmissão de energia. Em 2018, seu lucro líquido atingiu R$ 125 milhões, com receita bruta de R$ 2,339 bilhões. Diferentemente da empresa gaúcha, de 350 colaboradores, que encerrou o mesmo ano com prejuízo de R$ 562,9 milhões.

Como representante federal de Santa Catarina, me sinto no dever de exigir mais respeito pelo nosso Estado, que muito contribui e pouco recebe. Somos o sexto Estado em arrecadação de tributos federais e o vigésimo em retorno de verbas, obras e serviços. Portanto, esse caminhar por nossos direitos inclui a luta pela permanência da única estatal sediada em solo catarinense. Fruto do trabalho do governador Antônio Carlos Konder Reis, que na década de 1970, transferiu a sede da Eletrosul do Rio de Janeiro para Florianópolis.

A relevância dos avanços, transformações e desenvolvimento para fomentar o uso de fontes alternativas de energia que envolve sua história é patrimônio catarinense. Temos o direto de preservá-lo e mantê-lo conosco!

Carlos Chiodini, deputado federal por Santa Catarina





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